A histórica geração dourada do Chile
O ciclo pode estar chegando ao seu fim, mas coisas como essas, a história não apaga. Elas ficam mais do que salvas. Vamos recapitular a trajetória dessa geração até os principais títulos
Em 2007, o uruguaio Nelson Acosta deu lugar a um argentino no comando Chileno: Marcelo Bielsa. No dia 07 de Setembro daquele mesmo ano, sua seleção estreou perdendo para a Suíça por 2-1, mas deixou boas impressões.
Nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 na África, o Chile fez sua melhor campanha na história. Somou 33 pontos e terminou em segundo lugar, atrás apenas do Brasil de Dunga. Foi a seleção que mais venceu, ao lado do Paraguai (terceiro colocado). Números? Dez vitórias, três empates e cinco derrotas em dezoito jogos. Foram 32 gols marcados e 22 sofridos ao longo da competição. Vale a curiosidade, foi nesse período que a seleção Chilena venceu a Argentina pela primeira vez em uma partida oficial: 1-0 com gol de Orellana.
O Chile de Bielsa também foi um visitante indigesto: 66,6% de aproveitamento na casa dos adversários. O melhor daquela edição. Bateu o Peru em Lima por 3-1, algo que não acontecia há 24 anos naquela cidade. Venceu os Paraguaios por 2-0 em pleno Defensores del Chaco, outro tabu quebrado: 28 anos sem vencer em Assunção. Vale também a menção de sua seleção pela primeira vez não ter saído derrotada do colossal Centenário. Empate em 2-2 com os Uruguaios.
Em 2010, o Chile voltava a uma Copa depois de duas edições. Assistiu de casa as edições 2002 e 2006. Na África, os Chilenos dividiram o Grupo H com Honduras, Suíça e a futura campeã Espanha.
Quarenta e oito anos sem vencer em Copas do Mundo: Mais um tabu quebrado. Na estreia, o Chile encarou a fraca seleção de Honduras. A bola jogada dentro de campo não refletiu no placar. Com Beausejour, Valdívia e Alexis Sánchez, o trio de Bielsa era fatal. Muita velocidade, poucos toques na bola pela seleção em geral e muitas chegadas ao gol Hondurenho. Era um futebol ousado e diferenciado o que a seleção de Bielsa praticava: Valdívia organizava e comandava o ritmo da partida. O bom Matíaz Fernández também criava problemas para a equipe de Reinaldo Rueda. Claudio Bravo e Vidal, que à época não atraiam tantos holofotes como hoje, ainda faziam parte daquela seleção. A seleção Chilena venceu pelo placar mínimo (0x1) com gol de Beausejour. Ao todo, o time de Bielsa teve 56% de posse de bola e finalizou 20 vezes contra apenas 07 do adversário.
Na segunda rodada, o Chile encarou a chata seleção Suíça. Os europeus não ofereciam tanto perigo ofensivamente, tudo bem, mas passar pela defesa era complicado. Muito complicado. Fato histórico. Com o "Mago" Valdívia no banco para o atacante Suazo estrear, a equipe sul-americana forçava o erro e pressionava em cima os Suíços. Aos 30 minutos, a Suíça ficou com um a menos. Bielsa colocou Valdivia e Mark González em campo, e assim como na primeira rodada, o Chile marcou, mas o tento foi anulado novamente. Perto dos 22 minutos da etapa final, a Suíça conseguiu seu recorde: 551 minutos sem sofrer gols no Mundial superando a Itália. Mas isso acabou por aí: As substituições de Bielsa deram mais do que certo. Valídivia deu um de seus lançamentos primorosos, Paredes recebeu, e levantou para Mark González dar a vitória ao Chile perto dos 30 minutos. Nas estatísticas, o Chile teve 58% de posse de bola e finalizou novamente 20 vezes ao gol.
Com a classificação praticamente garantida, o Chile encarou a Espanha na última rodada: Na etapa inicial, as duas seleções fizeram uma grande partida. O Chile, sempre bem organizado, deu trabalho a Espanha, mas numa falha no ataque, a equipe de Bielsa sofreu o primeiro gol. Villa, abriu o placar para os espanhóis. Aos 37 minutos, Villa recebeu de Iniesta e marcou mais um, 0-2 na África. A seleção Chilena ainda teve Estrada expulso.
Na etapa final, Bielsa mexer e acerta novamente: Entra Millar e Paredes nas saídas de Valdívia e González. Millar, em chute desviado em Piqué, diminuiu o placar. E acabou por ficar nisso, vitória espanhola por 1-2. Com esse resultado, a seleção Chilena enfrentaria o Brasil nas oitavas.
Nas oitavas de final, manteve-se a freguesia: O Brasil do técnico Dunga venceu a sexta consecutiva sobre os Chilenos. Com um sonoro 3 a 0 com gols de Juan, Luis Fabiano e Robinho, a seleção Chilena volta para a casa.
Em 2011, outro argentino no comando: Claudio Borghi segura a onda e treina o Chile até mesmo na Copa América daquele ano.
No Grupo C com México, Peru e Uruguai, a seleção Chilena conseguiu avançar de fase. Na estreia, Borghi jogou com: Bravo, Contreras, Ponce e Jara; Isla, Medel, Vidal, Fernández (Carmona) e Beausejour (Paredes), Sánchez e Suazo (Estrada).
O técnico não era Bielsa, mas o futebol seguia envolvente e gostoso: Primeiro tempo de muito domínio vermelho, o Chile ainda tinha dificuldades em botar a bola na rede. O time depositava boa parte de suas esperanças em Alexis Sánchez, que ainda iria se transferir para o gigante Barça da Espanha. O México, optava pelos contra-ataques.
O ditado é verídico: Quem não faz, leva. Não adiantou nada o bom futebol jogado e a criação de ótimas chances se a bola não estufava as redes. O Chile só lamentou, pois foi o México quem abriu o placar: Araujo aos 40 colocou os Mexicanos em vantagem.
A segunda etapa seguia os moldes da primeira. Domínio total e pressão do Chile com inúmeras chances perdidas. O gol só foi sair aos 21, com Paredes. Agora, com o empate no placar, era hora de tentar se acalmar, e virar a partida. Era questão de tempo. Cinco minutos depois, Vidal, ele mesmo, subiu mais alto em escanteio e deu a vitória aos Chilenos, 2-1.
O ditado é verídico: Quem não faz, leva. Não adiantou nada o bom futebol jogado e a criação de ótimas chances se a bola não estufava as redes. O Chile só lamentou, pois foi o México quem abriu o placar: Araujo aos 40 colocou os Mexicanos em vantagem.
A segunda etapa seguia os moldes da primeira. Domínio total e pressão do Chile com inúmeras chances perdidas. O gol só foi sair aos 21, com Paredes. Agora, com o empate no placar, era hora de tentar se acalmar, e virar a partida. Era questão de tempo. Cinco minutos depois, Vidal, ele mesmo, subiu mais alto em escanteio e deu a vitória aos Chilenos, 2-1.
Uruguai e Chile fizeram um belo jogo na segunda rodada e terminaram igualados: 1-1. A forte marcação do Uruguai e a confiança depositada em Forlán, Suárez e Cavani encarava um solto e leve Chile com sua posse de bola. O primeiro tempo foi muito bem jogado, mas nada de gols.
Nos 45 minutos finais, o Chile até controlava o jogo, mas foram os Uruguaios quem colocaram a bola nas redes: Álvaro Pereira aproveitou bola de Suárez e converteu. Com isso, o Chile mexeu. Valdívia entrou e mudou a partida. O ex-jogador do Palmeiras teria uma grande atuação e acenderia novamente as chamas Chilenas na partida. Jorge "deu" uma bola para Beausejour, que passou para Sánchez, que igualou o placar, 1-1. Para a curiosidade, Valdívia deu seu famoso "chute no vácuo" nessa partida e saiu como um dos melhores em campo.
Na última rodada da primeira fase, o Chile bateu os Peruanos por 1 a 0 com gol já nos acréscimos: Claudio Borghi até poupou alguns de seus atletas, assim como o técnico da seleção adversária. O gol só saiu aos 47 da etapa final, foi marcado contra por Carrillo.
Na fase mata-mata, surpresa: A seleção de Borghi rodou para a surpreendente seleção Venezuelana. O time vermelho chegou a ter 70% de posse de bola, porém, mais uma vez, fracassava em finalizações e viu o pior acontecer: Vizcarrondo e Cichero marcaram os gols em falhas defensivas da equipe Chilena, que entrou mais uma vez com três zagueiros e com Valdívia no banco. O gol chileno foi marcado Suazo e a equipe Roja deixava a competição de forma considerada até mesmo "precoce".
Sampaoli assume a seleção Chilena em 2012:
O ex-treinador da Universidad de Chile deixaria um legado para todos, principalmente ao povo da América do Sul. Jorge Sampaoli era e é fã de Marcelo Bielsa, um Bielsista. Apaixonado e vidrado no técnico conhecido como 'El Loco'. O Chile, seguiria seus passos: Movimentação, toque de bola e enfim: Títulos.
Jorge Sampaoli não só seguia a escola Bielsista, como ele mesmo a aperfeiçoou. Se tornou um dos melhores técnicos do mundo e fez história na seleção Chilena. Para Sampaoli, o Chile jogaria contra qualquer rival. Dito e feito. Seu Chile era intenso, marcando pressão na saída e com a "superioridade numérica" usada até mesmo por Pep Guardiola, o Chile de Sampaoli bateu de frente com todos.
O primeiro objetivo era de colocar a seleção na Copa de 2014. Missão dada é missão cumprida: Com 09 vitórias, 01 empate e 06 derrotas, o Chile ficou em 3º nas Eliminatórias e nem mesmo precisou de repescagem (deixando para o Uruguai) e garantiu a vaga para a Copa no Brasil.
Rola a bola para a Copa de 2014: Na estreia pelo Grupo B, o Chile enfrentou os Australianos. Com sua linda torcida mais do que presente no estádio, a equipe de Sampaoli entrou já diferente da última copa, com 4 na defesa, por exemplo. Bravo no gol, Isla, Medel, Jara e Mena na linha defensiva. Na meiuca, Aránguiz, Díaz e Vidal. Mais a frente, Sánchez, Valdívia e Vargas completavam a equipe.
O Chile realmente estava em casa. Com 15 minutos de jogo o placar já mostrava o 2x0 para a equipe de Sampaoli. Sánchez e Valdívia, respectivamente, haviam marcado. O time de Sampaoli era encantador para os amantes do esporte com muita velocidade e precisão. Poucos toques na bola eram suficientes e seu time já estava no ataque. Ainda no primeiro tempo, a Austrália diminuiu com Tim Cahill. A seleção Australiana não se dava por vencida, eram aguerridos, mas aos 47 da etapa final, o golpe fata: Beausejour marcou fechando o caixão, 3-1 e três pontos na bagagem!
Reencontro: Na segunda rodada, Chile e Espanha se encaravam. Na Copa de 2010, os espanhóis levaram a melhor. No Brasil, foi diferente. A Roja jogou mais uma vez como se estivesse em casa, bateu os atuais campeões e mandaram a Fúria para a casa com uma eliminação mais que precoce. O time de Sampaoli não só dominava as ações dentro, como fora de campo. Apaixonante.
Os campeões do mundo em 2010 sucumbiram. Erravam coisas absurdas, o time, que tantas vezes nos encantou, não conseguia jogar. Desmoronou por completo. O jogo teve de tudo, erros de Iniesta, falhas de Casillas, bobeiras de Xabi Alonso...E o Chile de Sampaoli não tem nada a ver com isso. Com grande atuação de seus comandados, a Roja venceu como quis e contou com boa atuação de Alexis Sánchez, que participou de ambos os gols. O Chile não dava espaços para a Espanha, marcava, jogava, fazia tudo com fome, com garra e com mais vontade. A Espanha caiu em desespero e desabou com uma eliminação inacreditável no Brasil.
Na terceira rodada, o Chile já garantido, encarou os Holandeses, que também não temiam mais a eliminação. O time de van Gaal segurou e acabou com a empolgação Chilena na última rodada: Mesmo sem van Persie, o time laranja contou com os gols de Depay e Leroy Fer para passarem na liderança com 09 pontos. A sensação Chilena e cativante de Sampaoli, ficou em segundo com 06 pontos somados.
Nas oitavas de final, que me perdoem os mais Brasileirinhos, mas o Chile de Sampaoli, taticamente, deu um banho sobre o Brasil de Felipão. Se não fosse a trave na finalização de Pinilla, ou a gigantesca freguesia Chilena para o Brasil, o time de Neymar teria rodado já nas oitavas de final da Copa em casa.
Não tentem relativizar o torneio e muito menos a atuação do Brasil naquela partida. O time não se saiu bem, pelo contrário, foi muito, muito mal. Sampaoli e seus comandados, passaram por cima, jogaram mais bola. Simples. Mas, nem sempre o melhor passa. Após um empate em 1-1 com gols de David Luiz e Alexis Sánchez, o Brasil passou pelos chilenos nos pênaltis, onde Júlio César se consagrou ao pegar duas cobranças.
Chega o ano de 2015. Sampaoli e títulos.
A Copa América de 2015 seria histórica. Nada mais. A competição que seria disputada no Chile, pedia por um título da Roja. Junto com Bolívia, Equador e México, o Chile tentava de uma vez por todas levantar um caneco em sua história. Já era hora.
Na estreia, os comandados de Sampaoli receberam o Equador no Estádio Nacional de Chile, em Santiago. Logo na primeira partida, o time de Sampaoli já mostrava que brigaria pela taça. Com muitos passes verticais e uma boa atuação de Valdívia no primeiro tempo, ele ainda encerrou com o zero no placar. Mesmo o Chile exibindo um bom futebol, ainda não estava no mais alto nível da equipe na estreia, mas Vidal, em cobrança de pênalti, marcou o primeiro. Os equatorianos, até melhoraram, ficaram perto do empate, mas Vargas, aos 38, aproveitou passe de Sánchez e marcou o gol da vitória, 2x0.
Contra o México, na segunda rodada, um show de gols: Vuoso fez com 20 minutos, aos 21, Vidal deixou tudo igual. Sete minutos depois, Raúl Jiménez colocou o México de novo na frente. Já no fim da etapa inicial, Vargas marcou outro e empatou a partida, 2x2. No segundo tempo, Vidal tratou de colocar os Chilenos na frente do placar com 09 minutos, 3x2, mas aos vinte, Vuoso, de novo ele, fez mais um para o México, 3x3. Sobre a partida, um resultado Bielsista, digamos assim. E individualmente, uma grande partida de Vidal.
No último jogo da fase de grupos, o Chile passeou sobre a Bolívia como era previsto. Aránguiz abriu o placar com menos de três minutos. O adversário era fraco, realmente, mas a equipe de Sampaoli dava aula dentro de campo. Um time para lá de bem treinado. Uma seleção de altíssimo nível. Além do gol de Aránguiz, Medel, Sánchez, Raldés (Contra) e Aránguiz (o segundo dele) fecharam a conta, 5x0 e classificação.
Chegou o mata-mata e Sampaoli iria encarar o Maestro Tabárez já de cara. Bom, não deu para a equipe de Cavani e cia. Valdívia teve outra bonita, e o Chile buscava jogar mais pelo lado direito enquanto encontrava um Uruguai bem compactado. O gol demorou, mas saiu. Isla foi quem colocou a bola na rede para classificar o Chile, 1x0.
Só mais um jogo e o Chile estaria na grande final. O Peru era o adversário da vez. O jogo começou quente, e a seleção Peruana ficou com um a menos logo com 20 minutos, Zambrano foi expulso direto complicando a partida. A noite, acabou sendo de Vargas. O atacante abriu o placar no final da etapa inicial. A expulsão de Zambrano destruiu quase todo plano tático montado. Vidal, várias vezes acabava ficando com todo espaço para jogar.
Com 15 da etapa final, Advíncula fez jogada e Medel afasta errado marcando o gol contra que possibilitava a entrada Peruana no jogo mesmo com um a menos. Mas não deu para comemorar. Três minutos depois o dono da noite, Vargas, marcou um golaço para os anfitriões! Chile na grande decisão em sua própria casa.
O Chile entrou para a decisão com: Bravo; Isla, Silva, Medel, Beausejour; Aránguiz, Díaz, Vidal, Valdivia; Sánchez, Vargas. O Chile foi superior. A famosa superioridade numérica, aparecia. Messi, recebia atenção dobrada. O jogo, acabou não sendo um primor técnico e maravilhoso. Foi aguerrido, brigado, muitíssimo disputado. Um típico jogo Sul-Americano. Raça. Messi, a estrela, passou longe de ter suas exibições de gala mais uma vez, passando apagado na decisão. O 0x0 permaneceu até mesmo durante a prorrogação. Nos pênaltis, o futebol sorriu para Sampaoli e seus homens. Somente Messi acertou do lado argentino, Fernández, Vidal, Aránguiz e Sánchez converteram, 4x1. A seleção Chilena pela primeira vez em sua história ganhou um título. O trabalho de Sampaoli foi maravilhoso. Sua seleção extremamente competitiva, com ideias Bielsistas e que, enfim, deu um título ao seu país.
A seleção chilena de Juan Antonio Pizzi
Na Copa América do Centenário o Chile entraria mais uma vez para vencer. Não interessava para o povo chileno se era apenas uma competição comemorativa ou festiva. Os chilenos viviam um sonho com sua formidável seleção e queriam abocanhar todos os títulos possíveis.
Na estreia, a Argentina não contou com Messi, mas ainda que sem o principal jogador, venceram a partida. O Chile não teve uma boa atuação, e com gols de Di María e Banega, venceram os Chilenos na estreia por 2x1, gol de Fuenzalida.
A vitória veio na segunda rodada: Com direito a polêmica com gol aos 55 minutos, a equipe de Pizzi bateu os bolivianos por 2 a 1 com ambos os gols marcados pelo craque Vidal.
Na última partida pela fase de grupos, o destaque negativo ficou por conta de Bravo. O bom goleiro falhou mais de uma vez, mas, por sorte, os homens de frente resolveram em uma grande partida. Sánchez e Vargas anotaram dois tentos cada e o time de Pizzi venceu por 4 a 2 para avançar de fase.
Nas quartas de final, a seleção Chilena não tomou conhecimento e amassou o México: 0x7. A equipe Roja dominou e teve total controle da partida e passou por cima da equipe de Osório som um sonoro 7 a 0. O destaque fica por conta de Vargas, que marcou incríveis 04 tentos. Puch marcou dois e Alexis Sánchez fez o outro.
Perto da final, o Chile deu de cara com a boa seleção colombiana. Pizzi, voltou a fazer algumas mudanças na equipe, mas nada que comprometesse seu plano de jogo. A seleção do Chile venceu por 2 a 0 com direito a tempestade e tudo mais nos Estados Unidos. Aránguiz e Fuenzalida marcaram os gols. O time de Pizzi chegava a final com a intensidade recuperada. Pressão a todo instante. Um incrível time.
Na decisão, mais uma vez Messi e a Argentina. Dessa vez, parecia ser diferente. Messi enfim, fazia o torneio da sua vida. Gols, assistências e grandes exibições em terra americana.
Na decisão, o craque do Barça foi até bem. Muito bem marcado, ele não se entregou. Aguerrido durante todo o tempo, ainda assim, o jogador viu mais uma vez o zero permanecer no placar. Continuando a falar da decisão, tivemos um Vidal dominante. Um Bravo que brilhou na prorrogação e posteriormente nos pênaltis e Sánchez sendo importante. Vargas, não marcou, mas saiu como artilheiro do torneio.
Nas penalidades, o Chile seguiu fazendo história mesmo sem Sampaoli. Vidal desperdiçou, Messi? Isolou. Castillo fez, Mascherano marcou, Aránguiz converteu, Agüero também fez o dele, Beausejour não perdeu e Biglia não passou por Bravo. Fim da linha para os hermanos. Mais uma taça para os devoradores do Chile.
A Copa das Confederações no ano de 2017
No Grupo B, o Chile estreou batendo os camaroneses: Vargas e Vidal marcaram os gols que deram os três pontos ao time de Pizzi. Nessa primeira rodada, o time do Chile já foi Chile: Intensidade, pressão e forte domínio.
Contra a Alemanha na segunda rodada, o time chileno acabou tendo sua pressão quebrada pela Alemanha e muitas vezes não conseguia imprimir seu ritmo de jogo. Do outro lado, mais uma vez é de se elogiar a intensidade monstra de Vidal. No placar, o 1x1. Gols de Stindl e Sánchez.
Na última rodada, o Chile não se matou em campo. Fez o básico, controlou e empatou com a Austrália em 1x1 garantido a vaga para a próxima fase. Gols de Rodríguez e Troisi.
Na grande semi-final, Pizzi bateria de frente com os campeões da Europa. Portugal de Cristiano Ronaldo. No primeiro tempo, a bola já rolou quente tendo chances para cada lado. No segundo, as equipes voltaram a equilibrar o jogo. No tempo extra, o Chile viu a classificação, mas só viu naquele momento: Duas bolas seguidas na trave de Rui Patrício inacreditavelmente se recusaram a entrar. Pênaltis.
Bravo. A palavra que representa a disputa de penalidades entre Chile e Portugal. O ex-goleiro do Barcelona defendeu três cobranças, Cristiano Ronaldo nem chegou a cobrar. O Chile avançaria para a final para encarar a Alemanha.
Se nas últimas duas ocasiões, os chilenos levantaram a taça em finais, em 2017, acabou sendo diferente. A nova geração da Alemanha conseguiu parar os chilenos e evitar o terceiro título em três finais. Stindl, marcou o único gol, em uma bobeira da defesa chilena, para dar o título aos jovens jogadores da Alemanha.
Sem dúvidas alguma a geração chilena estará na história dos amantes do esporte. Muito mais, claro, para os chilenos. Pela primeira vez em mais de 100 anos, o país levantou taça (s). A intensidade, totalmente desenvolvida pelas mãos geniais de Bielsa e aperfeiçoadas por um belíssimo Sampaoli, vai, gradativamente, tendo sua queda. Mais do que normal por todo o tempo que se passou. Se vale a curiosidade, são aproximadamente 360 minutos em mata-matas contra Messi e Cristiano Ronaldo e NENHUM gol sofrido dos dois maiores monstros do futebol da geração.
Alguns nomes: Claudio Bravo, Mauricio Isla, Gonzalo Jara, Arturo Vidal, Jorge Valdivia, Rodrigo Millar, Matias Fernández, Mark Gonzále, Gary Medel, Estrada, Paredes, Beausejour, Humberto Suazo, Orellana, Alexis Sánchez, Toselli, Eugenio Mena, Fuenzalida, Aránguiz, Eduardo Vargas, Marcelo Díaz e outros.
Nem todos eles são craques, muitos deles, são jogadores sem fama, medianos, ou até mesmo comuns. Mas quando vestem o manto vermelho de seu país, representam toda a multidão chilena com extrema competitividade. São apaixonantes.
VIVA CHILE










































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