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A excentricidade do Furacão


 Entre todo o futebol brasileiro, o único clube que podemos falar que foge da mesmice é o Furacão. No texto, abordamos e comentamos sobre todas as peculiaridades feitas pelo clube Rubro-Negro ao longo desses anos.

 Sendo rival, ou não, uma das poucas coisas que quase todo mundo admite é: O Atlético-PR é um clube excêntrico.





 Dando certo ou dando errado, o Clube Atlético Paranaense é um dos clubes que mais inventa, inova, e sai da zona de conforto no futebol brasileiro, buscando sair da mesmice, que é vista na maioria dos outros times brasileiros. 

 Muitas vezes pode soar arrogante, ou precipitado, mas todos clamam por mudanças, tanto dentro, como fora de campo, e nisso, o Furacão tem licença para falar.

No texto, separamos e comentamos sobre as peculiaridades e atos diferenciados que o Rubro-Negro já praticou:


Lothar Matthäus em 2006:

 Com campanhas ruins na Hungria, o alemão veio para o Brasil junto com a empresa que administrava sua carreira, a Stellar Group. Em São Paulo, conheceu seu escritório, porém, mostrou um forte desejo de conhecer alguns clubes. Com isso, Matthäus foi até Curitiba conhecer o CT do Furacão e se reuniu em um jantar com a diretoria do clube. O resto, todos sabem. Para a surpresa geral, o técnico acertou por três milhões de reais, que seriam pagos pela Stellar e pelo clube. 

 A exposição com o clube aumentou, o marketing, estourou. Dali em diante, o clube tomava as manchetes tanto no Brasil, como também na Europa. O clube ofereceu todo o apoio para o técnico alemão, e a torcida, recebeu o novo treinador com festa e bandeiras da Alemanha. Tudo era feito para que Lothar se sentisse em casa.

 Bom, a relação entre o campeão da Copa de 90 e o Atlético pouco durou, também pelo temperamento explosivo do ex-jogador. Desafetos e algumas confusões, já deixavam claro. No dia sete de março, o alemão largou o treino no CT, viajou para São Paulo, onde pegou o voo para Frankfurt. Ali, acabava a conexão entre Matthäus e Furacão. O técnico deixava a equipe invicto, com seis vitórias e dois empates.

Mais gringos no comando:

 Em 2012, o Atlético voltou a negociar com um técnico estrangeiro: Juan Ramón Carrasco. O uruguaio foi vice-campeão do Estadual daquele ano, e chegou as quartas-de-final da Copa do Brasil caindo para o Palmeiras. O técnico, no entanto, durou até a terceira rodada do Brasileirão.

 Dois anos depois, o Atlético estava com mais um técnico europeu: Miguel Ángel Portugal. Espanhol que passou até mesmo pelas categorias de base do Real Madrid, chegou em 2014 ao clube rubro-negro onde disputou 13 partidas, vencendo apenas cinco, foram também dois empates e seis derrotas. Ele deixou o clube na 13ª colocação do Brasileirão à época.

Grama sintética:

 Tudo bem, isso não é nenhuma novidade absurda no futebol. Mas de modo geral, são poucos os clubes que utilizam. Em 2015, o clube trocou o gramado com a alteração ficando cerca de R$ 1,4 milhões, e demorou por volta de dois meses para terminar.

Estadual de outra forma:

 Com o péssimo modelo e gestão pífia dos estaduais e todas as demais críticas recebidas, o Furacão fez diferente outra vez: O clube "largou de mão", e deu lugar aos garotos, e até mesmo, os reservas. O Atlético desde 2013 já disputou a competição com equipes alternativas, como o time Sub23, e os próprios reservas.

O primeiro "Naming Rights" no Brasil:

 A Arena da Baixada foi o primeiro estádio a adotar naming rights no país. Se você é um pouco mais velho, vai se lembrar que entre 2005 e 2008, a casa do Atlético era chamada por "Kyocera Arena". A empresa japonesa Kyocera Mita América chegou também a estampar a camisa do clube.



Para uns, lunáticos, para outros inovadores, pioneiros...O Atlético Paranaense, é um clube que nos últimos anos se propõe a fazer mudanças, buscar novos ares, fazer algo diferente e sair da zona comum. O clube, de certa forma, não está errado nisso.


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