Empate e vantagem baiana na final do Nordestão
Sport e Bahia travaram um duelo bastante movimentado na Ilha
do Retiro pela partida de ida da final da Copa do Nordeste. Com gols apenas no
segundo tempo, o jogo acabou empatado em 1x1 e o Tricolor de Aço leva a
vantagem pra casa, enquanto o Leão joga pela vitória ou empate de pelo menos 4
gols. Novo 1x1 leva a decisão para os pênaltis.
Foto: Felipe Oliveira/Divulgação/EC Bahia
O JOGO
Empurrado pela torcida, que compareceu em ótimo número e fez
uma bela festa na chegada da delegação, o Sport ditou o ritmo do primeiro
tempo. Porém, a primeira chegada perigosa foi dos visitantes, aos 6 minutos,
após cruzamento de Eduardo, exigindo que Magrão intervisse para salvar o gol de
Edigar Júnior. Daí em diante, os donos da casa tiveram grandes chances,
primeiro com Matheus Ferraz, cabeceando na trave aos 12, pouco depois em
finalização de voleio de Rogério, que chegou perto do gol novamente aos 26,
após chute colocado que tirou tinta da trave. Fabrício também desperdiçou aos
24, quando chegou atrasado para escorar pro gol a bola que sobrou no escanteio.
Do lado do Bahia, a chegada foi mais eficaz: Zé Rafael recebeu a bola que
sobrou dentro da área e balançou as redes num chute cruzado, mas o gol foi
anulado por impedimento de Edigar Júnior, que teria atrapalhado o goleiro
Magrão. O lance gerou polêmica, assim como pênalti pedido em Allione, quando
saiu cara a cara com o paredão Rubro-negro e caiu na área após disputa de bola,
mas o árbitro mandou seguir.
No segundo tempo, o Sport que havia dominado a primeira
etapa parecia ter ficado no vestiário. O Leão tinha dificuldades para sair do
campo de defesa, e assistia o Bahia impor seu ritmo de jogo, assustando já com
um minuto, quando Magrão mandou para escanteio o chute cruzado de Eduardo, mas
dez minutos depois, o arqueiro leonino nada pôde fazer quando Juninho fuzilou
pro fundo das redes o rebote de uma bola mal afastada pela defesa sportana. Os
tricolores não se contentaram com o 1x0 e voltaram a exigir grandes
intervenções do camisa 1 do Leão aos 17, em chute de Zé Rafael, e aos 21,
quando Edigar Júnior cabeceou quase dentro da barra, mas Magrão fez um milagre
evitando o segundo. Os mandantes não reagiam, demorando um bom tempo para mudar
de postura e passar a buscar o gol de empate, que só veio aos 35, quando
Juninho completou de cabeça o escanteio cobrado por Fabrício. O gol reascendeu
a Ilha do Retiro, que quase explode novamente dois minutos depois, quando
Rogério cruza e a bola quase entra direto no gol de Jean. Aos 48 o Bahia, no
último lance de perigo do jogo, teve seu gol evitado por Raul Prata, que se
jogou na bola evitando que Gustavo desempatasse a partida.
Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press
A ATUAÇÃO DO SPORT
Na defesa, o maior destaque ficou por conta de Magrão. O
ídolo Rubro-negro fez importantes intervenções, evitando que a vida da equipe
se complicasse ainda mais. Na zaga, Durval fez uma partida regular, ao lado de
Matheus Ferraz, que sob muita desconfiança, conseguiu ter um bom desempenho.
Nas laterais, um dos maiores problemas do Sport: Samuel Xavier, mais uma vez
sofreu com bolas nas costas, inclusive no lance do gol do Bahia, e no apoio foi
improdutivo. Na esquerda, Raul Prata jogou improvisado e fez dois tempos
distintos, tendo sido um dos pontos fracos na etapa inicial, mas cresceu
bastante no segundo tempo.
O meio de campo leonino sentiu muito a falta de Rithelly, em
várias ocasiões havia um jogador tricolor sobrando no setor do campo para
iniciar as investidas. Fabrício, prata da casa que vem caindo nas graças da
torcida, fez uma péssima partida, errando vários passes, já Ronaldo, evoluiu durante a partida, chegando a se arriscar em
subidas ao ataque, que não são sua característica. Na criação, Diego Souza,
voltando de lesão e de quem tanto se esperava, nada produziu, e o time sentiu
bastante a atuação apagada do craque.
No ataque, o destaque negativo ficou por conta de Rogério,
que além de perder boas chances, foi bastante criticado pela aparente falta de
vontade, tendo sido muito lento e indisposto em vários momentos da partida. Na
outra ponta, Everton Felipe, mesmo não produzindo ofensivamente, era bastante
útil na marcação, tanto que logo após sua saída aconteceu o gol do Bahia
justamente no lado em que ele estava auxiliando defensivamente. André não teve
sequer uma chance clara para fazer o que tanto se cobra dele, mas chamou atenção
pelas várias saídas da área buscando o jogo, voltando pra marcar e fazendo
desarmes. Juninho, que entrou no lugar de Everton Felipe, mais uma vez teve sua
estrela brilhando, e fez o gol que manteve viva a esperança da torcida
Rubro-negra.
Foto: Marlon Costa / Pernambuco Press
PRÓXIMOS DESAFIOS
Antes da partida de volta, na próxima quarta-feira, Sport e
Bahia terão compromissos pelo campeonato brasileiro. O Leão enfrenta o Cruzeiro
na Ilha do Retiro Ás 19:00 do domingo, já o Esquadrão vai até o Rio de Janeiro,
onde terá pela frente o Vasco, em São Januário, às 11 da manhã.



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