Embalado pela torcida, Sport se classifica para as semifinais do Nordestão
Pela partida de volta das quartas de final da Copa do
Nordeste, o Sport recebeu o Campinense após ter perdido o primeiro jogo por 3x1
em Campina Grande. Empurrado por uma torcida que lotou a Ilha do Retiro, o Leão
conseguiu uma classificação heroica e emocionante para as semifinais, onde
enfrentará o rival Santa Cruz.
O JOGO
Como era esperado, o Sport começou em cima, pressionando o
adversário. E o volume de jogo leonino não demorou para dar resultado, já com 3
minutos, Rogério recebe lançamento milimétrico de Rithelly, aproveita indecisão
de Gledson e abre o placar. A Ilha do Retiro, que já fervia antes do início,
ficou a ponto de transbordar, fazendo com que os Rubro-negros sentissem na pele
o apoio da torcida e mantivessem a busca pelo segundo gol, que não tardou a
acontecer. Aos 17 minutos, após bela troca de passes entre Diego Souza e
Rithelly, o camisa 87 recebeu, deixou um adversário no chão e finalizou sem chance
para o goleiro, era o resultado que bastava para a classificação para as para
as semifinais. Os donos da casa então, tiraram o pé e viram o Campinense tomar a
atitude para voltar a ter a classificação nas mãos. O técnico Ney da Mata mexeu
duas vezes aos 26 minutos, deixando o time mais ousado, porém sem inspiração
nas criações das jogadas, só conseguindo levar perigo aos 38, quando Reinaldo
Alagoano aproveitou o rebote da zaga rubro-negra, mas chutou sem força e mandou
para fora.
No segundo tempo, o panorama era o mesmo do fim do primeiro.
Sport seguia acomodado, enquanto a Raposa buscava o gol. E os visitantes, assim
como os donos da casa no primeiro tempo, precisaram de apenas 3 minutos para
balançar as redes, com Fernando Pires, em chute da entrada da área no canto de
Magrão. Foi o necessário para acordar o Leão, que respondeu em grande estilo já
aos 14 minutos. Após André carimbar a zaga, Diego Souza emendou uma linda bicicleta
para reascender a Ilha do Retiro. O duelo seguiu movimentado, mas parecia mesmo
destinado que a decisão seria nos pênaltis. Por duas vezes o goleiro Gledson
evitou que a Raposa tomasse o quarto gol, em chutes a queima-roupa de Diego
Souza e Rogério, que também desperdiçou uma grande oportunidade logo após o terceiro
gol leonino. E assim seguiu até o fim, com pressão dos mandantes, porém sem
mudanças no placar.
Decisão nos pênaltis, assim como na edição passada, onde os
paraibanos levaram a melhor, mas dessa vez a atmosfera da Ilha do Retiro conspirava
para outro desfecho. Pelo Rubro-negro pernambucano, que começou batendo,
Ronaldo Alves, Everton Felipe, Lenis e Fabrício converteram. Pelo Campinense,
Osvaldir e Reinaldo Alagoano fizeram os gols, mas Tiago Orobó parou em Magrão,
que defendeu seu 26º pênalti pelo Sport. Na última cobrança, o destino colocou
o zagueiro Joécio, o mesmo que converteu o pênalti da classificação raposeira
em 2016, de frente para Magrão novamente. Tal como na última temporada, uma
cobrança alta e forte, mas dessa vez, para fora, classificando o Leão da Ilha para
a sua 7ª semifinal na Copa do Nordeste.
Foto: Paulo Paiva / Diário de Pernambuco
A ATUAÇÃO DO SPORT
Na defesa, uma atuação segura na maior parte do tempo.
Magrão, mais uma vez brilhando nas penalidades e assegurando a classificação,
Durval voltando a fazer uma boa partida, relembrando o futebol que fez com que
ganhasse o apelido de ‘’xerife’’, e Ronaldo Alves mantendo a regularidade. Nas
laterais, que haviam sido o maior problema do Leão na quinta-feira, uma partida
sem comprometer por parte de Samuel Xavier, e nervosa por parte da surpresa na
escalação, o jovem lateral esquerdo Evandro, que apesar de notavelmente tenso,
demonstrou senso de posicionamento e participação superiores ao de Mansur, não se
escondendo do jogo.
No meio de campo, Rithelly, diferentemente da partida de ida,
voltou a fazer um bom jogo, mas o mesmo não pode se falar da atuação de
Rodrigo, que inclusive não cobriu a jogada do gol dos paraibanos. O jovem
Fabrício, outra surpresa na escalação, não comprometeu, tendo dado conta do
recado, mesmo entrando em uma fogueira. Na criação, mais uma tarde inspirada do
craque Diego Souza, coroada com dois belíssimos gols, incluindo uma pintura de
bicicleta.
O ataque foi composto inicialmente por Rogério e André, que
tiveram tardes opostas. O primeiro, mais uma vez esteve inspirado, tendo feito
o primeiro gol e participando de outras tantas jogadas, já o camisa 90, esteve apagado. Durante a etapa final, Lenis e Everton Felipe entraram,
dando mais mobilidade, porém sem efetividade em lances de perigo. Raul Prata foi
outro que entrou, jogando improvisado e substituindo o jovem Evandro na lateral
esquerda, e se limitou a ajudar no setor defensivo, dando conta do recado, mas
sem subidas ao ataque.
Foto: Williams Aguiar / Sport Club do Recife
PRÓXIMOS DESAFIOS
Após a classificação exaustiva no domingo, o Sport já
voltará a campo na segunda, pelo pernambucano. Um caso atípico, mas que
acontecerá pela falta de datas disponíveis no calendário da Federação
Pernambucana. O adversário será o Salgueiro e o duelo, que será às 20:00, terá
a Ilha do Retiro como palco. O Leão e o Carcará já estão classificados para as
semifinais, e os mandantes devem ir com o time alternativo para o jogo. Já o
Campinense, após amargar a eliminação, terá uma boa oportunidade para se
reerguer: o clássico contra o Botafogo, duelo de líder e vice líder, quarta
feira às 20:30 no Amigão.


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