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Em mais um jogo dramático, Magrão brilha e Sport se classifica

Com desfalques importantes, o Sport visitou o Joinville pela partida de volta da 4ª fase da Copa do Brasil. Apesar da derrota sofrida nos 90 minutos, o Leão se classificou nos pênaltis, em mais uma exibição memorável do ídolo Magrão que defendeu duas cobranças, e está nas oitavas de final da competição.

O JOGO

O primeiro tempo foi praticamente de ataque contra defesa. Precisando vencer e jogando em casa, o Joinville pressionou e foi dono do volume de jogo na etapa inicial, mesmo que essa pressão tenha resultado em poucos lances de perigo. A primeira boa chance de gol veio aos 14 minutos, quando Alex Ruan recebeu lançamento, saiu de frente pra Magrão, mas chutou o chão e foi vencido pelo goleiro leonino. Magrão voltou a trabalhar aos 25, quando salvou o chute de Marlyson, que aproveitou o vacilo de Durval para sair na cara do gol, mas foi parado pela ponta dos dedos do camisa 1 do Sport. Ainda na primeira etapa, o arqueiro Rubro-negro salvou nova tentativa de Alex Ruan, depois de quase se complicar em chute de longa distância de Breno, tendo dado rebote, mas crescido na sequência do lance para corrigir o próprio erro. O JEC ainda reclamou com razão de um pênalti não marcado aos 26 minutos, quando Mena derrubou Marylson na grande área, mas o árbitro mandou seguir. O Leão não conseguiu dar um susto sequer nos 45 minutos iniciais, mas saiu para o intervalo com o resultado que lhe garantia a classificação.

A segunda etapa voltou no mesmo ritmo que a primeira encerrou. Os mandantes em cima, buscando o gol, e os visitantes desnorteados, com dificuldades para sair jogando e tendo que fazer faltas para parar as investidas do Tricolor Catarinense. O Sport só veio assustar pela primeira vez aos 20 minutos após cabeçada de Rodrigo, e daí em diante passou a equilibrar a partida, tendo a eficiência que o Joinville não teve aos 27, quando Leandro Pereira aproveitou falha da defesa adversária, saiu de cara pro gol e finalizou por entre as pernas de Matheus. Com o 3x1 no placar agregado, os pernambucanos recuaram, se vendo com a classificação já encaminhada. Logo após o gol, Ney Franco trocou o zagueiro Henriquez, que havia sentido a coxa, por Matheus Ferraz, substituição que viria a mudar o rumo das coisas no duelo. Aos 31, o zagueiro que acabara de entrar foi facilmente driblado por Bruno Rodrigues, que finalizou no canto para empatar. Embalado pelo gol e pela Pressão, os catarinenses seguiram em cima e conseguiram o gol da virada aos 44, quando Matheus Ferraz não cortou o cruzamento rasteiro de Caíque e Marylson completou para o gol, levando a partida para os pênaltis. Aos 46, Fabinho Alves quase faz de cabeça o gol que classificaria direto os donos da casa.

Eis que nas penalidades, todo o embalo da virada tricolor viria a ser parado pela estrela do maior ídolo da história Rubro-negra. Magrão, experiente, consagrado e especialista em pênaltis, em mais uma noite iluminada, não evitou que Bruno Rodrigues, Breno e Aldair convertessem, mas defendeu as cobranças de Fernandinho e Danrlei, a segunda e quarta do Joinville. O Leão só desperdiçou sua segunda cobrança com Leandro Pereira, vencido por Matheus, mas Everton Felipe, Lenis e Fabrício converteram. Na última cobrança, ficou encarregado de confirmar a classificação leonina justamente aquele que quase a jogou fora durante o tempo normal: Matheus Ferraz. Apesar da situação adversa que se colocou, foi confiante pra bola e bateu no meio, colocando o Sport nas oitavas da Copa do Brasil, feito que não acontecia desde 2010.



                                            Foto: Carlos Jr / Futura Press

A ATUAÇÃO DO SPORT

Pressionado durante a maior parte do jogo, o Leão foi bastante exigido em seu setor defensivo. Magrão foi o nome da noite, tendo feito grandes intervenções, principalmente no primeiro tempo e defendendo duas penalidades, que asseguraram a classificação. Na zaga, Henriquez fez novamente uma partida segura, mas Durval não acompanhou o ritmo do seu companheiro, tendo chegado atrasado em vários lances, cometendo faltas bobas e quase entregando um gol no primeiro tempo. Samuel Xavier e Mena também tiveram dificuldades para cumprir seus papéis defensivamente, o lateral esquerdo inclusive cometeu um pênalti não visto pelo árbitro. Porém, quem mais chamou a atenção negativamente foi justamente quem menos tempo ficou em campo, o zagueiro Matheus Ferraz, que entrou aos 28 do segundo tempo e teve participação nos 2 gols sofridos pela equipe.

O meio de campo, composto inicialmente apenas pelos pratas da casa Fabrício, Thallyson e Ronaldo, sentiu a falta de Rithelly e Diego Souza. Tiveram muitas dificuldades para sair jogando, papel que Rithelly costuma desempenhar muito bem, e principalmente para criar jogadas, função realizada por Diego Souza. Rodrigo entrou no segundo tempo, participando do equilíbrio oferecido pelo Sport nessa parte do jogo.

Ofensivamente, a noite Rubro-negra foi quase nula, com pouca participação de Lenis e Juninho, que nitidamente também sentiram a falta de criatividade do time. Leandro Pereira, muito disposto, mas inicialmente perdido em campo, demonstrou oportunismo ao converter em gol a chance que teve. Everton Felipe entrou na etapa final para ajudar na criação, mas não conseguiu acrescentar.

PRÓXIMOS DESAFIOS


O Sport terá pela frente uma nova decisão. No domingo, enfrentará o Náutico pelo jogo de volta das semifinais no Campeonato Pernambucano, às 16h na Arena de Pernambuco, onde joga pelo empate para avançar à final em busca do seu 41º título estadual. O Joinville recebe o Brusque em casa, no domingo às 19h em confronto válido pelo campeonato catarinense, apenas para cumprir tabela, pois a Chapecoense já venceu o segundo turno e fará a final contra o Avaí, campeão do primeiro.



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