As duas faces da revolta de Eduardo Baptista
O técnico Eduardo Baptsita que está sendo contestado constantemente devido a brigas internas no Palmeiras e fatores extra-campo, na última quarta feira (26/04), após o jogo contra o Peñarol o técnico do Palmeiras em clima de desabafo não se segurou e soltou o verbo na coletiva de imprensa.
Maior parte do desabafo foi direcionado ao jornalista Juca Kfouri, que em seu blog escreveu um texto afirmando que o técnico palmeirense foi convencido por Mattos a deixar de escalar Willian, que seria sua primeira opção, para escalar Róger Guedes e finalizou chamando o técnico alviverde de maleável.
"Chega de mim-mi-mi...e se a gente não se junta lá no campo, iríamos apanhar. Futebol está parecendo revista de fofoca" Afirmou o técnico palmeirense.
Eduardo Baptista criticou de maneira intensa, e correta, o jornalismo esportivo brasileiro, ao afirmar, corretamente, que atualmente os jornalistas esportivos estão mais focados em fofocas, brigas internas não comprovadas do que na cobertura de pós jogos, cobertura táticas e assuntos que realmente são necessários dentro do futebol.
Porém o técnico alviverde falhou ao cobrar exposição de uma fonte anônima, assim ignorando totalmente a garantia constitucional do sigilo da fonte, nenhum jornal ou reporter tem a obrigação de expor a fonte que lhe entregou a informação.
Podendo assim ser tirado dois ensinamentos dessa coletiva de imprensa; primeiro a crítica intensa ao jornalismo futebolístico brasileiro, que tem se perdido nas matérias de fofoca e esquecido do futebol jogado. E o erro injustificável do técnico Eduardo Baptista ao exigir exposição de uma fonte anônima.

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