Sport e Náutico empatam no primeiro Clássico dos Clássicos de 2017
*ESCRITO POR LUCAS ARAÚJO E ERICKLES VINÍCIUS*
Pela 5ª rodada do hexagonal do título pernambucano, o Sport, com o time alternativo, recebeu o Náutico na Ilha do Retiro. Com gols marcados por pratas da casa dos dois lados, ambos no primeiro tempo, o primeiro Clássico dos Clássicos do ano terminou empatado em 1x1 e as duas equipes seguem no G4 da competição.
Pela 5ª rodada do hexagonal do título pernambucano, o Sport, com o time alternativo, recebeu o Náutico na Ilha do Retiro. Com gols marcados por pratas da casa dos dois lados, ambos no primeiro tempo, o primeiro Clássico dos Clássicos do ano terminou empatado em 1x1 e as duas equipes seguem no G4 da competição.
O JOGO
Mesmo jogando em seus domínios, o Sport viu o Náutico tomar
a iniciativa da partida nos primeiros minutos. Os alvirrubros chegavam com
perigo, principalmente nas bolas aéreas, por onde chegaram a marcar duas vezes
(uma aos 6 e outra aos 45), porém ambas corretamente anuladas, e em jogadas pelo
lado esquerdo, com destaque o garoto Erick, que fez uma ótima exibição, levando
a melhor no duelo contra o jovem lateral Caio, do Sport, e demonstrando muita
personalidade, inclusive tomando a iniciativa de bater o pênalti que resultou
no gol do Timbu, aos 29 minutos de jogo. O Náutico também chegou a assustar
mais duas vezes na etapa inicial, aos 3 minutos, em cabeçada de Tiago Alves, e
aos 11, numa finalização de Marco Antônio. Já os donos da casa assustaram pela
primeira vez aos 12 minutos, quando Paulo Henrique, de frente para o gol, carimbou
o goleiro Tiago Cardoso, e depois só aos 38, no gol de empate, marcado por Neto
Moura, que recebeu de Raul Prata, girou e bateu forte sem chances de defesa.
A etapa final foi marcada pelo equilíbrio, com o Náutico
oferecendo perigo já aos no primeiro minuto, em chutaço de Manoel, mas Agenor
fez uma defesa espetacular e evitou o gol. Após isso, a partida esfriou, o
nível técnico foi afetado pelo gramado molhado e a próxima boa oportunidade de
gol só surgiu aos 26, quando Dudu saiu da marcação dentro da grande área, mas
chutou pra fora. O Sport tinha posse de bola, mas não conseguia converter em
chances de gol, só voltando a exigir trabalho de Tiago Cardoso aos 40, quando
Fábio finalizou nas mãos do camisa 1 do Timbu. Mas o grande lance do segundo
tempo esteve reservado para o final. Fábio chutou cruzado, a bola bateu na mão
de Rodrigo Souza e o juiz assinalou pênalti para o Leão. Uma grande chance para
André, atleta de quem mais se esperava na escalação rubro-negra, se redimir dos
dois pênaltis perdidos nos últimos jogos, mas o centro avante leonino optou por
bater da mesma forma que nas oportunidades anteriores, facilitando a vida do
goleiro alvirrubro, que caiu bem para fazer a defesa e garantir o placar.
Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife
A ATUAÇÃO DO SPORT
Diferentemente do que tem enfrentado na maioria dos jogos
até aqui na temporada, o sistema defensivo rubro-negro teve bastante trabalho,
apresentando algumas deficiências. A maior delas ficou por conta do jovem
lateral Caio, de apenas 17 anos, que sentiu o peso de jogar um clássico e não
fez uma boa partida, tendo muita dificuldade pra marcar o atacante alvirrubro
Erick. Na outra lateral, Raul Prata foi bastante participativo, dando
assistência para o gol de Neto Moura, mas sua atuação também foi marcada pelos vários
cruzamentos errados no segundo tempo. A dupla de zaga, composta por Henriquez e
Matheus Ferraz, se mostrou segura, principalmente o colombiano. No gol, Agenor
apareceu muito bem para evitar o gol na cabeçada de Tiago Alves no começo do
primeiro, e na bomba de Manoel, no começo do segundo tempo, mas demonstrou também
muita insegurança pra sair do gol.
O meio de campo do Leão, composto por 3 volantes, perdeu
muito pela falta de criatividade. Apesar do pênalti cometido, Rodrigo foi o
mais lúcido, sendo muito participativo na marcação e distribuição do jogo.
Fabrício, que fez sua estreia como titular, não comprometeu e cumpriu bem seu
papel. Neto Moura, que vinha sendo criticado pelas últimas exibições, se
redimiu fazendo um belo gol, apesar de não ter feito uma grande partida.
O ataque leonino não esteve em uma boa noite. Não bastasse todos
os atacantes passarem em branco com direito a pênalti perdido, ainda houveram
duas baixas: Lenis e Marquinhos tiveram que substituídos por terem se
machucado. O primeiro, enquanto esteve em campo, fez uma boa apresentação no
primeiro tempo, mas decaiu no segundo. Paulo Henrique foi o que melhor se
apresentou no setor ofensivo na etapa inicial, demonstrando bastante vontade,
mas também não manteve o ritmo e foi substituído. O destaque negativo acabou
sendo André, que além de apagado, desperdiçou batendo muito mal uma penalidade
máxima no final do jogo, que poderia dar a vitória ao Sport. No decorrer da
partida, os pratas da casa Fábio e Juninho entraram, demonstrando muita vontade
e personalidade.
Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife
A ATUAÇÃO DO NÁUTICO
Mesmo com o empate, foi possível ver uma certa evolução no Náutico de Milton Cruz, o time produziu mais jogadas no primeiro tempo e conseguiu trocar passes, duas coisas que raramente aconteciam com Dado Cavalcanti. Porém a equipe ainda parece manter a mesma desorganização no sistema defensivo, onde uma troca de passes mais trabalhada deixa a defesa do Náutico completamente perdida, como aconteceu no gol do Sport.
O time foi comandado por Erik que demonstrou mais uma vez ter personalidade, após pedir a bola pra bater o pênalti que abriu o placar pro Timbu. Outro atleta que merece destaque é o goleiro Thiago Cardoso, que parece estar evoluindo junto com a equipe e adquirindo a confiança necessária pra realizar boas partidas. Ewerton Páscoa voltou a atuar na zaga do alvirrubra, após ter exercido a função de voltante no jogo anterior, contra o Campinense. A evolução que vemos em Thiago Cardoso não parece estar sendo acompanhada por Páscoa, que não participa do jogo e não marca tão bem. Porém, o grande problema do Náutico ainda parece ser a volancia, João Ananias não faz boas atuações como nos anos anteriores, dando brechas na marcação como aconteceu no gol do Leão e Rodrigo Souza continua apático, desde o começo da temporada ainda não apresentou futebol suficiente pra convencer a torcida.
Diferente das outras partidas, até aqui, o sistema ofensivo do Náutico trabalhou bem, criando jogadas, das quais três resultaram em gol, sendo dois anulados de forma correta, e oferecendo perigo ao gol de Agenor em outras oportunidades. O goleiro rubro-negro, por sinal, foi obrigado a fazer duas grandes defesas no jogo que evitaram a vitória alvirrubra.
Foto: Site oficial do Náutico



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