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A falta de planejamento que justifica o péssimo rendimento.


Tudo começou no dia 26/11/2016, o fatídico dia que aconteceu o jogo entre Náutico x Oeste. Onde a equipe pernambucana só precisava dela pra subir e enfrentava teoricamente um adversário fácil de ser batido, um Oeste na zona da degola que não vencia há 16 jogos.
Porém algo comum pro Náutico aconteceu, o inesperado, o Náutico jogando em casa, com seu melhor público na temporada perdeu de 2x0 para o Oeste, com gols de Mike e Pedro Carmona, ex Náutico.

Pedro Carmona comemora gol sobre o Náutico.

O ano de 2016 não foi de todo o mal, o clube terminou na 5ª posição, poderia aprender com seus erros, manter uma base e tentar novamente no ano de 2017. Mas a diretoria fez exatamente o contrário.
O elenco do Náutico no jogo contra o Oeste foi o seguinte:
Júlio Cesar (G), Joazi, Rafael Pereira, Igor Rabello, Gastón Filgueira, João Ananias, Rodrigo Souza, Vinícius, Marco Antônio, Rony, Bergson e Esquerdinha.
O Náutico tinha uma boa equipe titular, uma defesa consistente, um meio campo que com Marco Antônio inspirado criava boas jogadas e um ataque que liderado por Rony fazia o suficiente. 
O que poderia ser feito com esse time? 
Primeiramente, manter Givanildo Oliveira pelo menos para o Pernambucano, o técnico já conhecia o time, as suas capacidades e as suas deficiências, e provavelmente tinha em mente o necessário para fazer um bom Campeonato Pernambucano e Nordestão. A permanência de Júlio Cesar, um jogador que já tinha uma ligação com a torcida e que foi trocado com o Santa Cruz por Thiago Cardoso como um qualquer. Poderia ter trazido um lateral direito mais experiente para o lugar de Joazi, que raramente acerta cruzamentos, mas não trouxemos nenhum reserva para a lateral esquerda, imagina um titular. Manter a defesa titular com Rafael Pereira e Igor Rabello era impossível visto que o retorno de Rabello ao Botafogo era inevitável, porém manter ao menos Rafael Pereira seria o ideal a ser feito, porém o zagueiro foi dado de mãos beijadas ao Ceará. Na lateral esquerda tínhamos Gastón, que não era nenhum gênio habilidoso, mas compensava isso com raça e disposição na defesa e chegadas no ataque, Gastón acabou indo para o Fortaleza e ficamos com um buraco na lateral esquerda que foi preenchida pela base até a chegada de Giovanni (quem?). O Náutico permaneceu com a sua dupla de volantes, mesmo atualmente Rodrigo Souza não passando por um bom momento, foi a decisão correta. No meio campo ficou Marco Antônio, que mostrou lampejos de qualidade no segundo semestre de 2016. No ataque a peça fundamental do ataque que era Rony, seria algo impossível de manter. 
Visto tudo isso, temos a decisão da diretoria: Formar uma equipe nova quase do zero. Do plantel total de 2016 ficamos apenas com João Ananias, Maylson e Marco Antônio. A maior contratação da temporada foi o goleiro Thiago Cardoso, que se no início dividiu a torcida, hoje após acumular falhas em poucas atuações já não agrada nem a menor parte dos adeptos.

Hoje em dia encontra-se um Náutico totalmente apático, sem nenhuma ligação com seus torcedores, sem nenhum nome que possa atrair atenção da torcida, que possa chamar a responsabilidade pra si. Torcida essa que comparece cada vez menos à Arena Pernambuco. Todas as esperanças estão caindo em cima de um jovem da base, o menino Erick, que mesmo tendo uma qualidade notável, está sendo superestimado pela torcida, o garoto deveria ser colocado aos poucos para ganhar confiança e não sofrer tanto com a pressão, mas está tudo sendo o contrário, ele quando está em campo é quem chama e cria as jogadas. O Náutico tem 6 jogos na temporada e apenas duas vitórias, e o sentimento é de que o elenco formado pelo Náutico piora a cada jogo que passa, não perguntem a este que lhe escreve como isso é possível, mais desesperador ainda, a equipe não demonstra nenhum lampejo de que vai engrenar, de que está começando a ter entrosamento, e pior, quando procuramos no elenco algum jogador que possa nos tirar dessa situação não encontramos nenhum nome. O torcedor se vê agora com uma improvável classificação para a próxima fase da Copa do Nordeste, com receio de uma eliminação precoce na Copa do Brasil para o Guarani de Juazeiro, sim, neste momento o torcedor se encontra com um nó na garganta de enfrentar o gigante Guarani de Juazeiro, o cenário não é um dos melhores para os torcedores do Náutico. E o óbvio vem à tona, o clube não tem nenhum planejamento, seria muito mais fácil ter mantido a base e reforçado o elenco. Fizeram o contrário, e hoje nem um elenco o Náutico tem.

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